A 1ª Expedição Avis Coruche que vai ligar o norte alentejano à parre mais a sul do Ribatejo, irá percorrer sobretudo os concelhos de Avis e de Coruche, numa zona que outrora esteve unificada naquilo que eram os territórios da Ordem de Avis. Aliás, ao longo de toda a viagem não serão muitas as mudanças de paisagem, que tirando os primeiros quilómetros inicias dentro dos olivais, tudo o resto será praticamente percorrido no interior dos montados e pinhais.
A nossa viagem de próximo dia 22 irá arrancar precisamente da bonita vila de Avis, atualmente com "os pés" dentro da Barragem do Maranhão, mas que na altura em que foi edificada no topo do monte de granito tinha apenas na sua proximidade a confluência da Ribeira de Seda com a Ribeira Grande. A sua história é longa e rica, mas é sobretudo recordada por ter sido a sede de uma das mais importantes ordens militares do nosso país: a Ordem de Avis. Esta
ordem dominava um vasto território, onde se inclui até a vila de Coruche, local onde terminará a primeira expedição Avis Coruche.
Recheada de Monumentos e construções que preservam e recordam os tempos medievais, esta vila merece uma visita atenta e detalhada, pelo que a organização do passeio em parceria com o Município prepararam aqui não só a receção dos participantes como vários pontos de visita.
Hoje em dia ainda podemos encontrar parte das muralhas que outrora rodeavam o povoado, onde se incluem 3 torres: A torre de S. António, S. Roque e a torre do Convento ou da Rainha, a qual visitaremos e de onde podemos não só ver adro do Convento e a Porta do arco, bem como ainda lançar um olhar sobre largos quilómetros em redor. O castelo de Avis já desapareceu totalmente tendo sido construído no seu lugar o Convento, do qual visitaremos a imponente Igreja Matriz.
Pela sua localização, quer de local (no topo de um monte) quer de região (Alto Alentejo), os habitantes locais foram desde sempre confrontados com a escassez de água, pelo que existe um sistema de cisternas publicas e privadas que garantiu o abastecimento durante centenas de anos. Visitaremos a principal cisterna subterrânea, que embora já não tenha utilidade prática, serve com testemunho desses tempos já idos.
Também testemunho da memória coletiva de Avis e da região envolvente é o Museu Municipal de Avis, atualmente designado de Museu do Campo Alentejano, e que também visitaremos. Instalado em algumas das salas do Antigo Convento de São Bento de Avis, nomeadamente a Sala do Capítulo e a Sala de Leitura dos Monges.
No Concelho de Avis, o trabalho agrícola e a criação de gado foram, durante muito tempo, as principais atividades económicas. As jornadas tinham como companheiro o sol, que ditava o ritmo da vida. Durante todo o ano, homens e mulheres, de acordo com a época, desempenhavam os mais variados trabalhos. Destes podemos destacar a pastorícia, a sementeira, a monda, a ceifa, a colheita, a debulha, a apanha da azeitona, a vindima e o descortiçamento.
O Museu do Campo Alentejano pretende valorizar o montado como elemento diferenciador desta região e assumir-se como memória das gerações que nas diferentes tarefas desempenhadas também contribuíram para modelar este território. Por essa razão, quando teve lugar a sua ultima remodelação, passou a estar estruturado em torno da temática do campo agrícola e do montado, sendo o seu espólio, essencialmente, etnográfico e representativo das atividades agrícolas e pastoris, em que o montado surge como elemento modelador de toda uma cultura regional. O montado marca a paisagem alentejana e constituiu-se como elemento referencial e diferenciador de gerações, do ponto de vista cultural, económico, social e ambiental. É um sistema multifuncional, agrossilvopastoril, que sustenta uma abundante biodiversidade, de elevado valor natural, no qual se destacam o sobreiro e a azinheira, como duas das principais espécies florestais autóctones existentes no nosso País.
Avis é atualmente uma Vila que preserva orgulhosamente a sua história, e que se projeta no futuro sem esquecer as suas raízes. A sua localização permite oferecer aos seus habitantes qualidade de vida, ao mesmo tempo que acolhe de braços abertos quem a visita, sendo assim uma excelente anfitriã para o nosso passeio.
Depois de Avis, o primeiro troço do nosso passeio irá levar-nos até à Vila do Ervedal, onde iremos parar para tomarmos o pequeno almoço.
A vila do Ervedal localiza-se a nascente de Avis, distando pouco mais de 10 minutos da vila de Avis. Tem uma posição relativamente central em relação ao território da freguesia de que é sede, tendo-se desenvolvido numa área relativamente plana. Foi vila e sede de concelho. Teve foral em 1512 e o concelho foi incorporado no de Avis em 1836. Era constituído apenas pela freguesia da vila.
A constituição da vila de Ervedal remonta ao período Paleolítico, como o demostram os vestígios que integram o espólio da Fundação- Arquivo Paes Telles, que se dedica à investigação e conservação do património arqueológico local. Esta instituição nasceu da vontade e do legado deixado pelo conhecido poeta e investigador Mário Saa, que elegeu Ervedal como sua terra, aquela onde passou os últimos anos da sua vida.
À semelhança da sede do Concelho, nasceu e cresceu próximo da Ribeira Grande, mas atualmente vê chegar até quase á sua porta as águas da Barragem do Maranhão. É precisamente sobre o braço desta barragem que chega a Ervedal que está construída a ponte
Com projeto de autoria do Prof. Eng. Edgar Cardoso, elaborado em 1957 tendo a obra sido concluída no início da Década de 60. Passou entretanto por uma recuperação em 1998 após alguns anos de interdição depois de um incêndio que destruiu o pavimento original construído em madeira.
Embora sem que exista uma certeza absoluta, diz-se que esta ponte foi construída como maquete com o propósito de testar a validade do projeto da ponte 25 de Abril.
O passeio irá para por alguns momentos para reagrupar, visitar a ponte e de certo tirar algumas fotografias à bela paisagem do local. Depois de percorridos mais de 120 quilómetros desde o arranque do passeio em Avis, os participantes irão passar pela Vila de Coruche, para o penúltimo ponto desta viagem, que será uma visita à Exposição subordinada ao vinho patente na galeria do Posto de
Um pouco à semelhança de Avis, também Coruche tem as suas origens perdidas no tempo, e uma ligação próxima ao curso de água nas margens do qual está edificada - o rio Sorraia. Aliás, este rio de alguma forma que liga estas duas vilas, pois a Ribeira Grande e a Ribeira de Seda são afluentes da Ribeira do Sor, por sua vez afluente do Rio Sorraia.
Coruche, talvez pela ausência de rochas nas suas proximidades não possuiu um castelo como Avis, teve sim uma fortaleza que deu lugar a uma Ermida, a Ermida de Nossa Senhora do Castelo.
Sempre manteve uma forte ligação com o fértil Vale do Sorraia e com os Montados de Sobro da charneca envolvente.
O concelho de Coruche pertence ao Ribatejo, e por isso muitas das suas tradições estão ligadas aos touros e campinos, numa relação que vai muito além da tauromaquia. De resto esta acolhedora vila, que mantém ainda muitas casas tradicionais de arquitetura popular e onde também existem as grandes e requintadas casas das quintas e herdades senhoriais, está rodeada por uma paisagem natural bem conservada e com um encanto especial.
Atualmente, Coruche chama a si, com toda a legitimidade, o título de capital mundial da cortiça já que, a somar aos fatores produtivos (a nível concelhio somos o maior produtor de cortiça e na nossa indústria são produzidos 5 milhões de rolhas diariamente), existem ainda fatores inovadores como o Observatório do Sobreiro e da Cortiça, um Pólo de investigação único na área do Montado e da Cortiça e a Feira Internacional da Cortiça, na qual convergem os principais atores do setor (produtores, industriais e investigadores).
Coruche segue um caminho de modernidade, respeitando e conservando as suas tradições, lançando um convite aos forasteiros a fazerem uma visita um pouco mais demorada não só à sede do concelho como também às várias povoações que integram este que é o maior concelho do Ribatejo.
Depois da visita a Coruche, os participantes irão fazer uma curta ligação até ao local onde terá lugar o grande final do passeio, com um Magusto com castanha e chouriças assadas e ainda com uma prova de Sabores do Montado com o apoio do Mercado do Montado.
PROGRAMA - Dia 22 de Novembro
8h00 – Agrupamento no Largo Cândido dos Reis (em frente à Câmara Municipal de Avis)
- Briefing no salão do Município de Avis
- Visita ao Museu do Campo Alentejano
- Visita à Igreja do antigo Convento da Ordem
- Visita à Cisterna Subterrânea de Avis
- Visita à Torre da Muralha
10h00 -- Arranque da "Expedição Avis Coruche"
10h15 -- Passagem e Paragem junto á Ponte do Ervedal
10h30 – Pequeno-Almoço no Ervedal, com animação etnográfica
13h00 – Almoço em Montargil, no Clube Náutico do Hotel Lago Montargil e Villas
16h30 - Chegada a Coruche
- Visita à Exposição patente na Galeria do Posto de Turismo
17h30 - Magusto com castanha assada e choriça assada
- Prova de "Sabores do Montado" com o apoio do Mercado do Montado
COMO SE INSCREVER NA 1ª EXPEDIÇÃO AVIS CORUCHE
Tal como nos restantes eventos "EXPEDIÇÃO AO MONTADO SERIES", as inscrições neste passeio são feitas on-line e dispensam quaisquer fichas em papel.
IMPORTANTE: As inscrições são limitadas e terminam a 18 de Novembro.
A “EXPEDIÇÃO AVIS-CORUCHE” é organizada pela X-Adventure em parceria com o Todoterreno.pt, e tem o apoio do Município de Avis, do Município de Coruche, da Freguesia do Ervedal e do Mercado do Montado.
Todas as informações sobre o programa e inscrições podem ser encontradas no site oficial da expedição AQUI...!
Sobre a Expedição Avis Coruche
A primeira edição da EXPEDIÇÃO AVIS CORUCHE, é organizada pela X-Adventure em parceria com o Todoterreno.pt. Este passeio integra o calendário EXPEDIÇÃO AO MONTADO SERIES, e segue assim o padrão destes passeios. Dificuldade baixa, acessível a SUV e 4x4 .

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